quinta-feira, 27 de julho de 2017

Tem lógica

A pré-época futebolística não é apenas aquilo que acontece antes da época futebolística, não, a pré-época futebolística é uma preparação da época futebolística e nesse sentido é parte integrante desta, não um mero apêndice com uma tabuleta a dizer: treinos. O planeamento, a estratégia, a gestão do plantel assentam numa boa pré-época que, começa, naturalmente, com o rescaldo da época anterior. Quando temos o mesmo treinador (e estrutura directiva) durante as últimas duas épocas, já para não falar das duas últimas pré-épocas, sem contar com esta (sem quaisquer resultados), pressupõe-se que a pré-época (esta em que nos encontramos) e o rescaldo das anteriores assumam uma importância ainda maior na gestão da época que se avizinha.

Nesse sentido, poderiam existir outros, ocultos, fiquemo-nos pelo que está à vista, e o que está à vista dos estrategos de trazer por casa como eu é uma navegação à bolina, reiterando estratégias passadas, isto é, não existir estratégia alguma, e fé em deus: regressam jogadores à base (outros vieram no meio da época para fazer número no banco) para voltarem a ser emprestados, compram-se ou alugam-se mais uma dúzia de “craques” bem pagos, alguns com visto gold para a reforma, despacham-se jogadores que no ano anterior renovaram contrato (sem ninguém perceber na altura porquê) por serem apostas do treinador, e junto à linha de meta vão (podem estar certos disso) acabar por ser vendidos dois ou três dos nossos melhores jogadores para equilibrar as contas e servir de álibi a uma (hipotética) má época.

Os resultados são o menos importante. Até quando? 

segunda-feira, 17 de julho de 2017

A lógica oculta das contratações e dispensas: Fábio Coentrão e Jonathan Silva

Contratámos o Fábio Coentrão para lateral esquerdo. Não se sabe se o homem vem inteiro e muito menos se continuará inteiro a época toda. Se continuar, é uma excelente aquisição. Como alternativa fizemos regressar um tal de Jonathan Silva. Se bem me lembro, é um argentino que contratámos na época 2014-2015.

Não conseguiu ser titular indiscutível, sendo mais vezes segunda opção, atrás do Jéfferson (que acabámos de emprestar), do que primeira para essa posição. Ao fim de meia hora estava sempre com os bofes de fora. Para a frente as coisas não corriam muito mal. O problema era mesma a defender. Ao pé dele, até o Marvin Zeegelaar parece o titular da seleção italiana. Quem tiver dúvidas pode sempre rever o jogo em que perdemos três zero contra o Porto. Resta-nos acreditar que, dois anos depois, esteja como o Vinho do Porto.

sábado, 15 de julho de 2017

A lógica oculta das contratações e dispensas: Francisco Geraldes e Bruno Fernandes

Na época passada, houve muitas dificuldades em se enquadrar o Francisco Geraldes no sistema tático da equipa. De acordo com o treinador, o rapaz não era nem oito nem dez, podendo ser um género de extremo à João Mário. Acabou, praticamente o tempo todo, no banco, na bancada e a jogar pela Equipa B.

Este ano contratámos o Bruno Fernandes. Também se diz que o rapaz não é bem um oito nem um dez, podendo ser uma outra coisa qualquer em função das opções táticas do treinador. Como custou 8 milhões de euros, o seu posicionamento tático parece não importar. Se viesse à borla, tudo seria diferente. É um género de “a acavalo dado…” mas ao contrário.

sexta-feira, 14 de julho de 2017

Tainadas

Parece que uns secretários de estado do actual governo saíram, um ano depois, diga-se, em consequência de algumas actividades (supostamente) incompatíveis com o cargo que exerciam. O facto de terem aceitado (ou pediram mesmo?) uns convites da EDP (com quem a tutela mantém ligações,) na forma de bilhetes e viagens, para assistirem a jogos da selecção portuguesa no último europeu de futebol, seria (supostamente) indicativo de relações impróprias ou menos transparentes, isto para utilizar uma linguagem eufemisticamente adequada. Seriam?

Ora este seriam, encerra todo um programa que desagua na necessidade (segundo a Assembleia da República) de se repensar estas situações, incluindo, por exemplo, a possibilidade de se definir um tecto máximo para estas prendas. Tecto esse que, por exemplo, no parlamento europeu é de … 150 Euros. Poucochinho, não acham?

Nesta perspectiva, será assim tão irrelevante pensar num tecto desse tipo para os brindes oferecidos pelos clubes? Pensar em controlar (a sério) ofertas como vouchers, bilhetes, passeatas, viagens, a árbitros, delegados, ou outros agentes desportivos, será assim tão descabido? É que, como recentemente assistimos no caso dos vouchers, havia muito boa gente a declarar a inocência destes (supostos) brindes. Como se existissem tainadas grátis. Ou mesmo almoços no vegetariano, com fruta e tudo…


quinta-feira, 13 de julho de 2017

A lógica oculta das contratações e dispensas: Schelotto

O Schelotto chegou na época de 2014-2015 por um período de seis meses. Não vou fazer grandes análises à valia do jogador. Desde sempre, foi como o algodão: não enganou ninguém. Ao fim de meia época, o Jesus viu-lhe as virtudes necessárias para lhe fazermos um contrato de quatro temporadas.

Finda a época seguinte, queremos ver-nos livre do homem a qualquer preço, não o integrando sequer no lote dos convocados para fazer a pré-época. Quando um jogador conclui o período de experiência, convém que, pelo menos na cabeça do treinador, a experiência seja conclusiva. O arrependimento sai caro.

quarta-feira, 12 de julho de 2017

A lógica oculta das contratações e dispensas: Iuri Medeiros

Só estamos disponíveis para vender o Iuri Medeiros por 20 milhões de euros. Comprámos o Alan Ruiz por 8 milhões e agora queremos comprar um outro argentino qualquer por um preço dessa magnitude também. Em termos relativos, estamos a considerar que o Iuri Medeiros é melhor do que qualquer um destes argentinos. O que nos diz a simples lógica é que devíamos ter ficado (e devíamos ficar) com o Iuri Medeiros, não contratando argentinos ou de outra nacionalidade qualquer para um lugar que pudesse ser o dele.

Não foi isso que aconteceu na época passada e, ou muito me engano, também não vai acontecer nesta. Esta opção só se explica por decisão do Jorge Jesus, por razões de natureza tática, admite-se. É importante encontrar táticas mais baratas. Em regra, o caro sai caro e o barato sai barato, por muito que se pense o contrário, e nem sempre o caro é melhor do que o barato.

terça-feira, 11 de julho de 2017

Aberto até de madrugada

Num destes dias um amigo dizia-me ter saudades da bola a sério, isto é, de ver jogar o Sporting. Até meteu uns vídeos no telemóvel com cânticos e tudo. “Espero em Setembro ou Outubro não estar a desejar que a coisa acabe depressa”, acrescentou. “Há duas formas distintas de desejar que a coisa acabe depressa”, disse-lhe eu. Ele percebeu e a conversa foi para outro lado.

Vamos lá ver então quais são essas duas formas de sentir a coisa. A boa: começarmos bem o campeonato e estarmos na fase de grupos da champions com a massa no bolso; a má: ao pesadelo de uma (hipotética) eliminação da champions juntarmos um mau início de campeonato e… desejar que tudo acabe depressa.

Na verdade, acreditar num destes acontecimentos não é, de todo, um desvario. Sabemos das nossas recentes ausências participadas na Europa, tanto na Liga dos Campeões como na Liga Europa, esta última, repasto bem interessante para clubes pequenos como o Manchester United de Mourinho, que a ela se agarrou como única liana possível de salvação. E temos alguns tubarões a rondar a costa, todos eles ansiosos por Europa e carcanhol: Liverpool, Nápoles, Ajax, Lyon, Sevilha (cito de cor, provavelmente não são todos cabeças de série), entre outros. Com a postura do costume o melhor é adoptar um santinho (na selecção costuma resultar), ou contratar um bruxo.

Para além disso, temos, mais uma vez,  que contar com um defeso de quase três meses, mas apenas no que toca ao mercado. Isto é, a bola começa a rolar em final de Julho em termos europeus e início de Agosto a nível interno, mas o mercado fica aberto até de madrugada. Sabemos bem o que aconteceu o ano passado. Este ano a procissão ainda vai no adro, a agitação ainda está flat, com toda a gente à espera das marés vivas. Pelo meio ainda nos divertimos com a silly season das transferências, como aquela da Napachacha Selevava. Valha-nos isso. 

segunda-feira, 10 de julho de 2017

Quatro, logo quatro!

Este fim-de-semana, o Expresso informou-nos que o Benfica contratou quatro sociedades de advogados. Não só nos informou como fez dessa notícia capa do jornal. A notícia estava cheia de fontes que disseram coisas, mas fiquei mais ou menos na mesma.

Fiquei sobretudo sem perceber a razão de ser do número. Quando nos sentimos culpados contratamos quatro sociedades? Ou é quando nos sentimos inocentes? E quatro porquê? Quatro porque sim? Quatro por que é um número maior do que três e menor do que cinco? É que as sociedades contratadas atuam praticamente em todas as áreas do direito.

Vamos admitir, por hipótese, que o Benfica está a precisar de quatro advogados. É preferível quatro advogados de uma mesma sociedade ou quatro de quatro diferentes sociedades? Sem qualquer explicação, acabamos por voltar ao por “200 euros é o tempo que se quiser […] se for a três são 400 euros”. Estamos sempre em presença de funções de produção que não apresentam rendimentos crescentes à escala.

Aparentemente, esta função de produção não depende da atividade económica. Depende do clube de futebol. Com o Benfica, é igual quer se trate de advogados e de sociedades de advogados ou da mais velha profissão do mundo, isto é, estamos sempre em presença de funções de produção homogéneas. Só esta é que pode ser a notícia. A ser, então devia estar no caderno de Economia.

sábado, 8 de julho de 2017

“Matéria Amativa”



Há uma nova versão do “amor à camisola”. Esse amor só existe se for amor à camisola do Benfica. É concebível que se troque uma outra camisola pela do Benfica, isso é amor. Pode ser até paixão, se vier do Sporting. Já quem se apaixonar por outras camisolas abandonando o Benfica, trata-se de um ser ignóbil, de um eunuco, de um fingidor, um interesseiro, um ogre incapaz de amar.
Antigamente, num país ainda mais atrasado, minado pela ignorância, pelo sexismo e pela tolerância (quase legal) face à violência doméstica, dizia-se com bonomia machista e autoritária que “quem não era do Benfica não era bom chefe de família”. Hoje, mais evoluídos, o que parece vigorar é que “quem não ama o Benfica, não ama de todo”.
Não tenho um medidor de “matéria amativa”, utilizando o conceito poético do meu amigo Virgílio, mas acho que cada um é livre de amar o que quiser. Até o Benfica.

segunda-feira, 3 de julho de 2017

Reflexões de Verão

Ao longo das últimas semanas muito se tem escrito sobre saídas e entradas no plantel do Sporting. É um desporto de Verão com muitos seguidores. Para já, confirma-se a chegada de uma mão cheia de jogadores e outras tantas saídas. O que surpreende mesmo é a falta de entusiasmo dos Sportinguistas.

Já me perguntei se o problema está na valia dos que chegam ou dos que partem, se está na falta de um nome que dê verdadeiras garantias, por um exemplo, um Nuno Cabral, um Adão Mendes ou até um Paulo Gonçalves.

Bruno de Carvalho não aprende. Depois de ter contratado três treinadores de inegável qualidade (Leonardo Jardim, Marco Silva e Jorge Jesus), vários jogadores com nomes sonantes (para mencionar apenas alguns, Nani, Coates, Slimani ou Bas Dost) o Presidente do Sporting insiste em não fazer da 'estrutura' uma verdadeira mais-valia, daquelas capazes de mobilizar os sócios e adeptos.

Enfim, resta-nos fazer votos para que o casamento traga mais lucidez a Bruno de Carvalho, que ele perceba que investir em Jogadores e Treinadores é para garotos, e que até 31 de Agosto possam chegar reforços com nível suficiente para escolher e ordenar padres, encartilhar jornalistas e comentadores ou até quem sabe gerir de forma mais 'estratégica' convites para jogos do Sporting, jantares, visitas a museus e atividades afins.

quarta-feira, 28 de junho de 2017

Agora apague tudo …

Ontem escrevi este “post” por duas razões: estava à espera de um amigo meu para ir almoçar que nunca mais aparecia e, no dia anterior, tinha visto e ouvido uma intervenção sobre este tema do Pedro Adão e Silva (PAS). O PAS é um dos meus comentadores políticos preferidos. Ouço e leio-o com atenção. Tem uma enorme capacidade de racionalizar e, desta forma, dar um sentido à política e à atividade política.

Na política este esforço de racionalização da vida pública é meritório. No futebol, não há racionalização possível. As coisas são estúpidas e a única explicação para as coisas estúpidas é estupidez dos intervenientes. A estupidez não se explica, mas é perigosa. De repente, estamos embrulhados com os estúpidos sem nos darmos conta. Um estúpido é um perigo para o bem-estar social, prejudica-se a si e aos outros, como nos demonstra Carlo M. Cipolla.

Vi e ouvi o PAS num programa da SporTv num debate com um representante do Sporting (Luís Marques). Sobre o tema dos emails, procurou encontrar uma lógica para isto tudo. Num registo sério, de quem está a tratar um assunto sério, acabou a acrescentar boatos do Benfica aos boatos do Porto e a fazer juízos de intenção (só faltou concluir com o “vocês sabem do que estou a falar”). O representante do Sporting foi um pouco mais lacónico e praticamente passou à frente.

Com uns minutos disponíveis e lembrando-me da intervenção do PAS, procurei escrever um “post” a explicar a dimensão da estupidez e a afirmar que o futebol português não é um assunto sério nem para levar a sério. Depois de escrever o “post”, enviei o “link” a um colega meu benfiquista, que está sempre bem disposto e mantém, comigo, uma relação de amizade e estima (recíproca).

Pensei que ia achar graça ao “post” como a outras coisas escritas por mim. Pelo contrário, respondeu-me um pouco amuado. Procurei de imediato pedir-lhe desculpa. Mesmo assim, não resisti a mandar-lhe um email a fazer o juramento encartilhado: que não sabia de que emails se tratava, mas que eram falsos; que não significavam nada e muito menos crime algum; que o apito dourado é que era e é que é; que só fala disto quem não ganha nada. Esqueci-me foi de lhe dizer: “agora apague tudo…”


(Por isto e pelos comentários ao “post”, percebemos que não podemos falar destas coisas com os benfiquistas)

terça-feira, 27 de junho de 2017

O mercado da mais velha profissão do mundo

Desde que a minha filha foi para Buenos Aires estudar, deixei de ter paciência para quase tudo, a não ser para planear umas gloriosas férias na Patagónia. Regressado de férias, tentei voltar a dar ao gatilho sobre futebóis. Não consegui. Não tenho paciência para ver jogos e muito menos para ouvir ou ler a malta que anda pelos jornais e televisão.

Depois do alarido sobre os emails do Benfica, armei-me de toda a paciência do mundo e vi o programa do Porto Canal com o Diretor de Comunicação do Futebol Clube do Porto. Nada do que ouvi me surpreendeu. Existe uma dimensão jurídica e criminal que outros saberão melhor do que eu. O que não me espanta são as figurinhas e figurões que protagonizam as conversas do “bas-fond” da bola. Estas moscas são diferentes de outras. Agora, estas e outras, andam sempre à volta do mesmo.

Apesar de tudo não dei o tempo por perdido. Às páginas tantas, fiquei a saber que por “200 euros é o tempo que se quiser […] se for a três são 400 euros”. Sempre achei estranho que o modelo de negócio da mais velha profissão do mundo não se tenha alterado. Há transformações sociais, económicas e tecnológicas, mas, no que respeita a essa profissão, nada parece mudar. O mercado sempre foi muito disperso e fragmentado. Está, do lado da procura e da oferta, muito próximo de um mercado de concorrência perfeita. Está assim porque, como ouvi, a função de produção apresenta rendimentos constantes à escala. Enfim, só o futebol português nos permite perceber o que é uma função de produção homogénea e homotética (por definição).

sábado, 17 de junho de 2017

Negócio… da loja dos chineses

Deixem cá ver se percebi bem: o Sporting compra um jogador (Battaglia) ao Braga a um ano deste terminar o contrato, por 3,5 milhões de Euros, ficando com 60% dos direitos económicos do jogador. No pacote cede dois jogadores, um definitivamente (da casa), outro por empréstimo, ficando responsável pelo pagamento de parte significativa do ordenado deste último. O negócio culmina com a cereja de 20% de mais-valias numa próxima venda do jogador, o tal Battaglia. Deixem cá ver se percebi bem: se correr mal, o Sporting fica com o banco mau, se correr bem, divide o espólio, ou melhor, o banco bom, com o Braga, sem este correr qualquer risco na empreitada. Com as vacances, os emails, e a silly season, não podíamos esperar melhor. Ainda bem que faltam uns dois meses de defeso. Vai ser uma festa. 

quinta-feira, 15 de junho de 2017

sábado, 3 de junho de 2017

Actualidades

Real Madrid sagra-se bicampeão europeu com bis de CR7

O Real Madrid venceu a Juventus por 4-1 e tornou-se a primeira equipa da era Liga dos Campeões a vencer a prova duas vezes consecutivas. Ronaldo bisou e terá encomendado a sua quinta Bola de Ouro.

 

 

quinta-feira, 1 de junho de 2017

O hábito faz o campeão

Ontem, fomos campeões em andebol. Há muito tempo que não via um jogo do Sporting com tanto nervoso miudinho.

Estávamos a ganhar por nove golos de diferença e, de repente, estávamos a um de distância. Valeu-nos o central, o Carlos Ruesga. Marcou os últimos três golos, sendo os dois últimos completamente decisivos. Nessa altura, todos os outros jogadores estavam mentalmente bloqueados. Nem se viravam para a baliza.

Esta pressão de não ganhar há muito e de se ter de ganhar pesa e pesa muito. Perdemos o hábito de ganhar e, por isso, em quase todas as modalidades temos ataques de ansiedade nos momentos mais inoportunos. Há quem chame a isso o Sporting. Nada de mais errado. Se ganharmos mais, vão ver que passa.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

sexta-feira, 19 de maio de 2017

À lei da bala

Se o Sporting fosse uma cidade do Far West, dir-se-ia que os seus pistoleiros se tinham especializado em sacar rápido e a dar tiros… no pé. Xerife e respectivos ajudantes, incluídos. 

terça-feira, 16 de maio de 2017

Mais uma contratação



Aguarda-se a qualquer momento a confirmação de mais uma aquisição, desta vez para os quadros do Sporting Clube de Portugal. Este quadro altamente qualificado irá dirigir um importante departamento, o da psique, que se tem revelado dos mais carentes e fragilizados em todas as áreas do nosso clube. 

segunda-feira, 15 de maio de 2017

Férias

Podia escrever aqui um texto a relembrar os mais distraídos do clima de férias que se vive em Alvalade. Mas não vou por aí. Uma imagem vale mil palavras:


Penso que o vídeo mostra bem o que está a acontecer. Com tudo decidido, no Sporting já se está a preparar a próxima época... de férias! Venha ela, estamos todos a precisar.

segunda-feira, 8 de maio de 2017

Há coisas que não se aguentam

Nós, sportinguistas, aguentamos quase tudo. Aguentamos perder em casa com os pernas-de-pau do Belenenses, que vinham de sete derrotas consecutivas. Aguentamos perder contra uma equipa que não nos ganhava em casa há 62 anos. O que não aguentamos é perder com uma equipa treinada pelo choramingas do Domingos.

(Depois de ver jogar o Castaignos fiquei com saudades do Purovic. Com ele havia toda uma outra finesse no tratamento da bola)

domingo, 7 de maio de 2017

A Nightmare on Alvalade Street

“De manhã só na caminha”, disse uma vez Marco Fortes, na altura a competir nas olimpíadas de Pequim, após um resultado pouco conseguido, como agora se diz. Este Sporting, de manhã só na caminha, local de onde, hoje, nem sequer saiu. O problema é que, às vezes, à tarde é só uma sestazinha, e à noite é mais caminha, ou divã, tanto faz.  Dá sono, isso sem dúvida.

Na primeira parte não nos levantamos da cama nem para ir à casa de banho. O primeiro lance de perigo (vamos chamar-lhe assim) foi por volta da meia hora. De resto só em sonhos. O problema é que o belém foi lá mais vezes. Deu sono, isso sem dúvida.

Na segunda parte lá marcamos por obra e graça das comemorações das visões místicas de Fátima. A malta pensou logo que o Dost não tardaria a acenar para o Messi com duas ou três bordoadas jeitosas. Nada, continuamos dormir, e foi a dormir que o Pereira Matheu a mão à bola. Tínhamos que dar a volta àquilo, e para isso nada melhor que os sonolentos mais intrépidos que JJ tinha no banco: Castaignos, nem em sonhos jogador de futebol de alta competição, e Campbell, um rapaz capaz de nos causar os piores pesadelos. Verdade que o sonolento Ruiz e o entretido Pereira não estavam a jogar por aí além, mas agora entravamos no domínio das ciências ocultas para chegar ao golo.

 Castaignos, quase que nos fazia sonhar marcando um golo isolado apenas com o guarda-redes pela frente, mas manteve a tradição de não marcar nem em sonhos. Quem não sonha pode ter pesadelos. E foi assim que oferecemos dois golos ao adversário, o segundo dos quais ficará nos anais como um dos mais belos golos sofridos por uma equipa a dormir…ou em coma.  

Já tinha aqui escrito trezentas vezes que o nosso futebol era, muitas vezes, previsível, e bom para dormitar. Acrescento uma enorme falta de talento de grande parte do plantel. Hoje toda a gente notou a falta que o Gelson faz, ou mesmo o Podence. Enfim, ninguém é perfeito. Mas falta de empenho, de dedicação, de garra, não podemos admitir. Nem em sonhos!

domingo, 30 de abril de 2017

Já Dost para esse peditório?

Não fui ao estádio. Vinte paus para um jogo de final de época a feijões, com vistorias à entrada e duas horas de reflexão no final do jogo, ao frio, na pedreira, pareceu-me excessivo. Com tanto bilhete a circular à borla pela cidade, não admira que o espaço respeitante à equipa da casa estivesse composto.

Descompostos ficamos nós com mais uma oferta para golo logo aos quinze minutos, mais coisa menos coisa. Não marcamos, sofremos, e ainda falhamos um pénalti. Mesmo à Sporting…meio caminho andado para um peacemaker. Apesar de tudo, até correu bem a primeira parte, o Ruiz teve que sair, entrou o Cristianinho Podence, e o William continuou a fazer gala da sua passeata pelos estádios deste país, devagar, devagarinho, rumo à porta de saída.

Na segunda parte, com a intensidade necessária a um jogo de profissionais, viramos com alguma facilidade o resultado. É certo e sabido que a cartilha de final de época trará inúmeros empreendimentos estatísticos, onde certamente se falará do número de pénaltis assinalados a favor do Sporting, esquecendo, certamente, o timing da época em que estes aconteceram. O 2º até tem crédito numa regra que diz que se o jogador começa a ser agarrado à entrada da grande área e acaba por cair lá dentro é penalti. É uma excepção à regra (a única), mas ainda assim dará resmas de cotoveladas nos programas futeboleiros da próxima semana.

Nem sempre basta jogar com intensidade e com jogadores realmente comprometidos com a equipa e com o jogo, mas lá que faz diferença, isso faz. Podence, Gelson, chuta(va) chuta(va), Adrien e Dost, são exemplos disso. Coates continua bem e, a seu lado, o Paulo Oliveira até vai disfarçando as suas deficiências. Mas falta ali qualquer coisa, para não voltarmos a sofrer golos em todos os jogos, alguns de borla. Enquanto houver Dost, há esperança. Venham as vacances.